Melhores Séries de 2022


ELVIO FRANKLIN

2022 foi um ano especialmente bom no quesito séries, o que torna a tarefa de listar as melhores que vi esse ano bastante penosa. Enquanto em anos anteriores precisei colocar programas apenas medianos em minhas listas, na atual foi necessário fazer escolhas dolorosas entre umas e outras, principalmente entre as estreias do ano. É satisfatório ver como a indústria de séries ainda consegue demonstrar uma criatividade que muitas vezes vem faltando à do cinema. Séries com temas e histórias completamente inesperadas, mesmo que com referências clássicas, inovando também na forma e explorando outras camadas de possibilidades. Entre as veteranas foi inevitável colocar duas séries que se encerram e que para mim foram extremamente prazerosas de assistir desde suas estreias, mas não apenas por isso entraram na lista, pois conseguiram encerrar suas jornadas de formas majestosas, cravando-se como grandes séries da história. Mas também entraram séries que conseguiram o feito extraordinário de superarem suas primeiras temporadas que já haviam sido incríveis. Enfim, espero que essa progressão de qualidade continue em 2023 e nos anos vindouros, fazendo cada vez mais a alegria dos seriadores.

ESTREANTES

VETERANAS

  • Stranger Things | 4ª Temporada | Matt Duffer e Ross Duffer | Netflix
  • Better Call Saul | 6ª Temporada | Vince Gilligan e Peter Gould | Netflix
  • Ozark | 4ª Temporada | Bill Dubuque e Mark Williams | Netflix
  • Primal | 2ª Temporada | Genndy Tartakovsky | HBO Max
  • The White Lotus | 2ª Temporada | Mike White | HBO Max
  • Menção Honrosa: Euphoria | 2ª Temporada | Sam Levinson | HBO Max

KARLA LIMA

Fazer essa lista de 2022 foi extremamente difícil, porque fomos agraciados com produções muito boas e muito diversas. Séries que me prenderam, que me fizeram acompanhar semanalmente e discutir nas redes sociais, séries que me fizeram chorar e passar horas refletindo sobre o que eu tinha visto, séries que me divertiram e séries que foram uma ajuda imensa nesse ano caótico que vivemos. Com toda certeza o audiovisual é um dos remédios para que eu me mantenha minimamente com sanidade. Espero que vocês curtam e aproveitem as citadas porque tem OURO na minha lista.

ESTREANTES

  • Andor | Tony Gilroy | Disney+
  • Pachinko | Soo Hugh | AppleTV+
  • Ruptura (Severance) | Dan Erickson | AppleTV+
  • A Casa do Dragão (House of the Dragon) | Ryan J. Condal e George R.R. Martin | HBO Max
  • Station Eleven | Patrick Somerville | HBO Max
  • Menção Honrosa: The Offer | Leslie Greif e Michael Tolkin | Paramount+

VETERANAS


THIAGO HENRIQUE SENA

2022 foi um ano de descobertas no mundo das séries. Principalmente se levarmos em conta as estreantes e algumas veteranas, além dos tradicionais animes que sempre compõe minhas listas (com destaque para o episódio 1015 de One Piece, Spy x Family e a segunda temporada de Demon Slayer), a adaptação de Sandman também foi uma grata surpresa. Junto a elas, aliou-se os doramas e reality shows coreanos, cada vez mais populares no Brasil. Também não pude deixar de dar destaque às produções locais, sobretudo as independentes, nesse sentido Dorothy se destaca.  Para 2023 a expectativa são boas continuações e séries que me surpreendam, seja pela história a ser contada ou pela linguagem audiovisual a ser escolhida.

ESTREANTES

VETERANAS


MYLLOX

Em 2022 eu resolvi retomar uma maratona desafiadora que acabou tomando conta de boa parte do meu tempo livre, afinal assistir mais de mil episódios de One Piece, o anime do piratinha que estica, não é uma tarefa rápida. Mas consegui, e acabou que One Piece virou uma nova paixão na minha vida. Por isso, não tinha como não estar na minha lista! Mesmo assim, consegui separar um tempinho pra assistir outras coisas esse ano, e ainda bem! Principalmente se tratando de séries estreantes, 2022 foi um prato cheio! Andor chegou entregando absolutamente tudo, simplesmente a melhor obra baseada em Star Wars desde o episódio VIII e sem sombra de dúvida, a melhor série da Disney+ até agora. Também tivemos as surpreendentes Severance e The Bear, que não estavam nas listas de mais aguardadas no começo do ano mas com certeza estão figurando dentre os destaques de 2022. Não posso deixar de falar também de Our Flag Means Death e Heartstopper, com representações diversas e personagens cativantes.

ESTREANTES

VETERANAS 


JOTAPÊ BERNARDES

O ano de 2022 foi um verdadeiro pandemônio em termos de entretenimento no formato seriado, foram tantas estreias, tanto conteúdo, que foi impossível ver tudo que foi lançado, desta forma decidi me libertar das amarras de ver por obrigação ou assistir só porque estão comentando, optando por assistir apenas aquilo que gosto, independente da opinião alheia. Acredito que assisti mais de 100 seriados, entre ação (Cobra Kai, O Recruta e Jack Ryan), fantasia (1899, Anéis do Poder, The Sandman, A Casa do Dragão), drama (Ozark, The Good Fight e The Handmaids Tale), romance (Heartstopper, Bridgerton e Grey’s Anatomy) e super franquias (Stranger Things, The Boys e The Crown), ainda tivemos diversos novos seriados (The Lincoln Lawyer, Wednesday, Peacemaker, Severance e Vikings Vahalla), o resgate de boas comédias (Abbott Elementary, The Umbrella Academy e The Upshaws) e também muitas despedidas (Better Call Saul, His Dark Materials e Stargirl), mas o que deixou meu coração quentinho mesmo, é ver várias produções com protagonismo negro em evidência (Atlanta, Manhãs de Setembro, Sintonia e The Wonder Years), coroando tudo com a verdadeira expansão do gênero de super-heróis (Cavaleiro da Lua, Mrs Marvel, Peacemaker e Superman & Lois) que é meu amor pessoal. Com tantas séries vistas, separei aquelas que me fizeram vibrar muito este ano.

ESTREANTES

VETERANAS


TATIANA FERREIRA 

Em 2022 tivemos de “volta aos trabalhos” por parte do pessoal da TV. Séries demais, streamings demais e Kate Bush demais, mostrou o limiar entre a inovação e a fadiga, entre quem viraliza e quem não viraliza, e sua pior consequência: se não der certo, série cancelada! Talvez o ano em que o número de cancelamentos cobriu o de estreias e acabou deixando muita gente carente ou receosa. Digo por mim, que foi o ano em que mais me agarrei aos meus gostos pessoais e arrisquei muito menos em assistir coisas novas justamente porque eu não sei se essas coisas novas terão uma chance (beijos minhas Paper Girls!) e me parece que estamos sendo afunilados para assistir apenas as mesmas coisas populares. Ou é isso, ou é só o meu amargor de ter que dar tchau pra Better Call Saul (KIM!) e já preparando o adeus para Mrs. Maisel (SUSIE!).

ESTREANTES

VETERANAS


ERIC MAGDA 

É bem engraçado pensar em como as séries novatas desse ano que mais chamaram minha atenção e me agradaram associam a diversidade de gênero, sexualidade e ficção. Seja por trás das câmeras com Emma D’arcy sendo ume não binárie protagonista da sucessora de Game of Thrones ou com um personagem trans gay enfrentando demônios ao lado de um cachorro falante. E como deixar passar a presença da obra de Neil Gailman, Sandman não foi só a realização de um sonho de adaptação do autor, mas trouxe a icônica performance de Mason Alexander Park como Desejo. Sim,  meu ponto fraco esse ano foram não bináries na fantasia. Passando por isso, temos vampiras lésbicas, vampiros gays, muito drama e honestamente precisamos de mais terror queer em séries. Completando com um grupo de piratas excêntricos, onde o temível Barba Negra se apaixona por o outro capitão do seu navio. São estas as histórias que eu quero assistir, são histórias como essas as responsáveis por eu desejar contar histórias em primeiro lugar. Encerramentos dolorosos com a segunda temporada de A Casa da Coruja e seu primeiro especial de encerramento, o cancelamento totalmente injusto de Warrior Nun e o final capaz de trazer lágrimas aos meus olhos de Stargirl. Manhãs de Setembro trouxe uma segunda temporada ainda mais emocionante, com adições extraordinárias ao elenco e aprofundamento na complexa história familiar da personagem de Liniker. Enquanto Justiça Jovem voltou com tudo às suas origens, focando no time original da série, infelizmente como sempre a série não tem futuro certo (tanto narrativamente quanto a nível de renovação).

ESTREANTES

VETERANAS

  • Manhãs de Setembro | 2ª Temporada | Josefina Trotta | Prime Video
  • A Casa da Coruja (The Owl House) | 2ª e 3ª Temporadas | Dana Terrace | Disney+
  • Warrior Nun | 2ª Temporada | Simon Barry | Netflix
  • Stargirl | 3ª Temporada | Geoff Johns e Greg Berlanti | The CW
  • Justiça Jovem (Young Justice) | 4ª Temporada | Greg Weisman e Brandon Vietti | HBO Max

CÂNDIDO MATTOS

Senti que, mais que nos últimos anos, 2022 foi um ano de muitas séries estreantes com grande hype. Felizmente, houve um equilíbrio entre as que decepcionaram e as que cumpriram (e até superaram) as expectativas. Esse grande número de estreias chamativas me fez deixar um pouco de lado as séries veteranas, o que pretendo mudar ano que vem. Algumas se mantiveram na minha lista por terem força demais para serem deixadas de lado, como The Boys (que continua ótima, mas caiu um pouco de qualidade se comparado à segunda temporada), as 300 versões de Drag Race, e Stranger Things (que trouxe sua temporada mais impactante e emocional desde a primeira). Mas quem voltou impecável, igualando (e muitas vezes superando) sua primeira temporada foi Hacks, indo cada vez mais fundo na relação entre Deborah (Jean Smart, extraordinária) e Ava (Hannah Einbinder), e entre estas e o mundo da comédia. No lado das séries novatas, fui completamente surpreendido com Pacificador, hilária e emocional na medida certa, e o melhor trabalho da carreira de James Gunn (sim, melhor que Guardiões da Galáxia) e Interview with a Vampire, um trabalho de adaptação da obra de Anne Rice que mistura releitura com uma espécie de continuação (do livro, não do filme), escancarando o erotismo da obra e adicionando bem-vindas discussões sobre racismo e relacionamentos tóxicos. Infelizmente, a série ainda não tem data para chegar ao Brasil, mas já estou ansioso pela segunda temporada (que foi confirmada antes mesmo da estreia da primeira). Já a trinca de fantasia mais aguardada do ano (curiosamente, cada uma pertence a um dos três maiores streamings da atualidade, Netflix, HBO Max e Amazon Prime Video) – Sandman, A Casa do Dragão e O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder – confirmaram as expectativas, ainda que com um ou outro pequeno tropeço, mas que não tiraram o brilho desses trabalhos. Em resumo, foi um ano incrível para o mundo seriado, e 2023 promete ser muito melhor.

ESTREANTES

VETERANAS


SOU RAY

Não há palavras que possam descrever esse ano. Meus conhecimentos são limitados sobre números ritualísticos e cabalísticos, mas definitivamente 2022 é uma numerologia a ser estudada, o ano atípico nos rendeu não apenas caos e instabilidade psicológica e financeira – um ano com copa do mundo, eleições e comeback pós pandemia não deixou ninguém ileso. Felizmente, os streamings decidiram entregar muito entretenimento para nós, necessitados do bom e velho Pão e Circo (algumas mais que outras). Particularmente acabei por ver muitas séries esse ano, o que é uma grande surpresa, e escolher a categoria de séries estreantes foi um dos grandes desafios de selecionar, Apple +, HBO Max e Star Plus mostrando que não se renderam a locadora vermelha lançaram (e renovaram) séries lindas, criativas e com ótimos elencos. Não querendo menosprezar séries de suspense, terror e drama psicológico que eu sempre amei, algumas séries dessa lista foram gratas surpresas, ou continua surpresa. Manhãs de Setembro, Uma Advogada Extraordinária, Bel – Air e Primal são séries que alugaram grandes espaços na minha mente e coração, seja com a sensibilidade dos temas ou os elencos impecáveis. Já Our Flag Means Death e Peacemaker foram ótimos para rir com homens brancos LGBTQIA+ em ambientes extremamente heteronormativos.

ESTREANTES

VETERANAS


SARA B. JALES

Esse ano foi difícil de fazer essa lista, muita coisa saiu e eu assisti muitas delas, mesmo que não tudo que gostaria e olhando a lista de lançamentos do ano e outras listas de melhores séries me bateu a impressão de que não assisti absolutamente nada, enquanto escrevo isso sequer comecei Andor que muites têm mencionado. Tivemos grandes e excepcionais lançamentos com A Casa do Dragão, Os Anéis de Poder, The Sandman, quatro séries da Marvel que eu acompanhei fielmente e gostei de todas… Mas para minha lista eu queria focar em coisas que me cativaram e que foram muito bem feitas, ao mesmo tempo – o que também não foi fácil. Tivemos séries caras com temporadas novas como The Boys, Upload e Euforia, algumas pérolas que tiveram pouca repercussão como Uncoupled e A Lenda de Vox Machina, o conteúdo brasileiro ficou muito bem servido com Manhãs de Setembro, Pacto Brutal e a maravilha que me fez ficar vidrada em novelas novamente, Todas as Flores. Foi um ano ótimo até mesmo para os animes com, por exemplo, Chainsaw Man e Cyberpunk: Mercenários. E claro, como sempre eu dediquei uma boa parte do meu tempo assistindo coisas velhas que todo mundo já assistiu, sendo meus xodós Anne with an E e Haikyuu!!!. Eu gostaria de ter incluído Heartstopper, Wandinha, Mulher-Hulk e Pacificador entre outras que citei acima nas minhas listas e outras que não citei para esse texto não ficar maior do que precisa, mas foi o jeito fazer algumas escolhas.

ESTREANTES

VETERANAS


RAFA SOUSA

Se eu tivesse que resumir o ano de 2022 em uma palavra, seria pluralidade. Seguindo o movimento que vinha ganhando força nos últimos anos, as grandes produtoras apostaram suas fichas em obras que fugissem dos moldes e do monopólio hollywoodiano. Tivemos as produções sul coreanas e a consolidação de sua popularidade no mercado audiovisual, tendo como destaque o dorama “Uma Advogada Extraordinária”. No Brasil, contamos com o retorno da aclamada série Manhãs de Setembro, protagonizada pela multiartista Liniker e do suspense investigativo “Bom dia, Veronica”. Além disso, 2022 foi um ano grandioso e bem sucedido para o terror. Seu amplo leque de subgêneros foi bem explorado em produções bastante diversas e cheias de identidade, reconquistando o grande público e revigorando o gênero. O “terrir” representado pela divertida série original da HBO “O Bebê” e a brilhante segunda temporada de Chucky, onde Don Mancini mais uma vez nos provou que sabe manter uma franquia “fresca”, agradando seu público fiel e conquistando novos fãs para o mais famoso brinquedo assassino. Em “Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro”, presenciamos o casamento perfeito entre fantasia, suspense e horror. Com influências de The Twilight Zone, Alfred Hitchcock e do horror cósmico, a antologia se firma como um dos lançamentos de maior destaque do ano. Apesar de uma temporada morna de American Horror Story, Ryan Murphy acertou em suas obras com a Netflix como a controversa “Dahmer: Um Canibal Americano” e “Bem Vindos a Vizinhança”.

ESTREANTES

VETERANAS

  • Chucky | 2ª Temporada | Don Mancini | Syfy, USA Network
  • The White Lotus | 2ª Temporada | Mike White | HBO Max
  • Grace and Frankie | 7ª Temporada | Marta Kauffman e Howard J. Morris | Netflix
  • Manhãs de Setembro | 2ª Temporada | Josefina Trotta | Prime Video
  • Eu Nunca… (Never Have I Ever) | 3ª Temporada | Lang Fisher e Mindy Kaling | Netflix
  • Menção Honrosa: Love, Death & Robots | 3ª Temporada | Tim Miller | Netflix

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