VEJA MULHERES | 5 Filmes dirigidos por mulheres para ver em Julho

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Fora de série

(Booksmart, 2019)

Direção: Olivia Wilde

Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever) passaram todo o ensino médio só estudando. Na véspera da formatura, Molly acaba descobrindo que todo seu esforço, ou seja, falta de diversão, foi em vão porque os colegas que curtiram todo esse tempo também passaram em boas universidades. Determinada a compensar todo o tempo perdido em uma noite, Molly arrasta Amy para uma noite de festas. 

Conhecida por sua carreira de atriz, Olivia Wilde faz sua estreia em longas-metragem como diretora muito bem. Fora de série poderia ser classificado dentro de um grupo de filmes de comédia americana tais como Superbad. Porém subvertendo a fórmula, pois temos duas protagonistas com problemas e questões relacionados não só a relacionamentos românticos, mas também amizades e questões consigo mesmas. Além disso, o filme coloca a tão batida divisão social dentro do ensino médio americano de uma uma outra forma, menos agressiva e mais acolhedora. 


Lady Bird: A Hora de Voar

(Lady Bird, 2017)

Direção: Greta Gerwing

Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do colégio e o que mais deseja é fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia rejeitada por sua mãe, Marion (Laurie Metcalf). Lady Bird, como Christine exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto a hora não chega, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com sua mãe. 

Greta Gerwing, que também assina o roteiro do filme, se baseou em memórias e experiências de sua própria adolescência para criar essa obra prima. Acho que não tenho palavras certas para falar desse filme. Para minha sorte, o Pedro já escreveu sobre ele aqui.


A Era Atômica

(L’âge Atomique, 2012)

Direção: Héléna Klotz

Os jovens Victor (Eliott Paquet) e Rainer (Dominik Wojcik) encontram-se no sábado à noite para sair, beber, usar drogas e esquecer os problemas. Deparados com rejeições femininas, brigas de rua, e desilusões, eles resolvem terminar a noite e abandonam a cidade, rumo à floresta. Na quietude da natureza e à luz da lua, o desejo de um pelo outro se torna cada vez mais aparente. 

A idade atômica é um filme contemporâneo que, apesar de ser um coming of age, tem fortes influências do suspense/terror. A diretora se utiliza das usuais características que constituem uma saída num sábado à noite (a distância, ruas vazias, as luzes coloridas, o imprevisível) para construir uma atmosfera de estranheza e suspense. Além disso, a edição e mixagem de som são muito bem construídas e são essenciais para que o filme seja o que ele é.

 


Apenas Uma Noite

(Last Night, 2012)

Direção: Massy Tadjedin

Joanna (Keira Knightley) acusa o marido, Michael (Sam Worthington), de estar interessado em uma colega de trabalho. Enquanto ele se prepara para fazer uma viagem a trabalho, eles acabam se reconciliando. Na noite do outro dia, cada um estando em uma cidade diferente, Michael acaba realmente se envolvendo com sua colega de trabalho, Laura (Eva Mendes); enquanto Joanna acaba se reencontrando com um amor do passado, Alex (Guillaume Canet). 

Apesar de parecer mais um drama clichê, o filme consegue desviar dessa armadilha e criar um longa simples e, ainda assim, denso. O filme constrói sua trama se utilizando do que parecem ser pequenos acontecimentos que acabam ganhando grandes proporções na vida de suas personagens.    


Deslembro

(2019)

Direção: Flávia Castro

O Rio de Janeiro não é nada familiar para Joana (Jeanne Boudier), adolescente que teve o pai refém como prisioneiro político durante os anos de ditadura no Brasil. Ela passou quase toda a sua vida em Paris, cidade onde o resto de sua família se exilou. Tendo sido decretada a Lei da Anistia, a menina agora está, a contragosto, de volta a sua cidade natal. As memórias amargas de tempos difíceis vêm à tona, causando um forte desconforto.

O filme foi exibido nos Festivais do Rio e de Veneza e discute, ou traz à tona, uma memória Nacional que constantemente tenta ser esquecida.